sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mais um exemplo insano de ensino a distância


Recentemente recebi um e-mail, de um colaborador de pesquisa, sobre o site Descomplica. Trata-se de uma iniciativa de ensino a distância, cuja meta é preparar pessoas para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) e vestibulares. A proposta é "Descomplicar as matérias para os alunos que tem dificuldades e para aqueles que querem relembrar alguns assuntos." Sim, há vários erros de português no site. Mas não quero discutir aqui sobre o insistente desrespeito à língua oficial de nosso país. Quero apenas fazer uma lista de alguns dos graves problemas que encontrei em vídeos disponibilizados gratuitamente pelo Descomplica.

Falta de roteiros. Claramente os vídeos que examinei não seguem qualquer roteiro. Um exemplo que ilustra o que digo está neste vídeo sobre conjuntos. O apresentador afirma "Conjunto é. A primeira dificuldade que a gente tem em falar sobre esse tema [...]". Outro exemplo que ilustra a falta de roteiros para a gravação dos vídeos está aqui. O apresentador, diante de uma lousa, improvisa após três minutos e vinte e três segundos, apagando com uma das mãos parte do que já estava escrito com giz. Ou seja, esses vídeos são meras gravações de aulas típicas. Nada de novo oferecem, em termos de linguagem, para alunos que já bem conhecem as improvisações de professores em sala de aula. Este é um problema recorrente em muitos vídeos destinados ao ensino a distância espalhados em diferentes endereços da internet. Todo vídeo educativo sério precisa de roteiro! Isso é básico!

Erros e inconsistências. Conteúdos de matemática divulgados no site Descomplica estão gravemente errados e, por vezes, são até inconsistentes. Neste vídeo, por exemplo, o suposto professor que introduz a noção de função, confunde os elementos de um produto cartesiano entre dois conjuntos A e B com o conceito de relação, em teoria de conjuntos. Chega a afirmar que o número total de relações entre um conjunto A com três elementos e um outro conjunto B com três elementos é nove, sendo que o número total de possíveis relações entre esses dois conjuntos é a cardinalidade da potência de A cartesiano B, ou seja, 512. Com efeito, uma relação entre um conjunto A (domínio) e um conjunto B (co-domínio) é qualquer subconjunto do produto cartesiano entre A e B. Já neste vídeo o apresentador afirma que ponto, em geometria, não tem tamanho. Logo em seguida afirma que ponto tem tamanho zero. Afinal, ponto tem tamanho ou não? "Vermelho" é um conceito sobre o qual não faz sentido aplicar qualquer noção de tamanho. Neste sentido, vermelho não tem tamanho. Mas também não faz sentido dizer que o tamanho de vermelho é zero. Além disso, afirmar que ponto, em geometria, tem tamanho zero é um disparate. Essa ideia está em completo desacordo com a atual visão matemática sobre geometria.

Falta de seriedade. Neste vídeo um bando realmente ruidoso, desorientado e confuso faz piadas, danças e gestos que nada têm a ver com educação. No mesmo vídeo uma equação é escrita na lousa e um dos "profissionais" se refere a ela como equação de movimento uniforme, sem qualificar os termos empregados. Ou seja, além de passar a ideia de que matemática é uma atividade de palhaços, ainda sugere que somente palhaços dogmáticos podem compreender este ramo do conhecimento.

Falta transposição de conhecimentos. Neste vídeo o apresentador afirma que, no estudo sobre conjuntos, existem três noções primitivas: conjunto, elemento e pertinência. Obviamente ele demonstra jamais ter lido tratados originais sobre o tema, pois ignora o papel fundamental da noção de igualdade. Georg Cantor, criador da teoria de conjuntos, dizia que um conjunto é uma coleção de objetos distintos entre si. Ou seja, apesar de Cantor jamais ter definido o conceito de conjunto, ele deixou clara a importância da igualdade. Se x e y são objetos distintos, isso significa que não é o caso de x = y. Esta visão é fundamental para definir par ordenado como um caso particular de par não ordenado. E, sem a noção de par ordenado, não se pode qualificar relações e funções, pelo menos do ponto de vista conjuntista usual. O que se fez neste e em outros vídeos do site Descomplica foi uma mera repetição (repleta de ruídos) de erros persistentes em salas de aula de nosso país. Os criadores desses vídeos jamais se deram ao trabalho de transpor conhecimentos avançados de matemática para uma linguagem acessível a adolescentes. O apresentador também afirma que noções primitivas, em matemática, são simplesmente aceitas. Isso confere um caráter esotérico à matemática, algo que definitivamente nada tem a ver com esta ciência. Mais assustador ainda é o fato do apresentador afirmar que todo mundo sabe o que é um conjunto. Bem, ele mesmo não sabe! Se soubesse, não teria afirmado que não existe definição formal para conjunto

Doentio desestímulo à interdisciplinaridade. Neste vídeo sobre filósofos pré-socráticos a apresentadora afirma não gostar de Pitágoras. O argumento é realmente doentio. Ela diz que Pitágoras gostava de números. Como ela mesma confirma não gostar de números, portanto não gosta de Pitágoras. Segundo essa suposta professora de filosofia, números servem somente para numerologia e para contar dinheiro. Ou seja, temos aqui um vídeo de ensino a distância que promove não apenas o ignorante distanciamento entre matemática e filosofia como também procura ridicularizar um dos pensadores mais influentes da história. Os vídeos sobre matemática no site Descomplica são terríveis. Mas os vídeos sobre filosofia são de uma miséria intelectual como raras vezes testemunhei em toda a minha vida. Até mesmo o vocabulário empregado é chulo e, portanto, inadequado para fins de educação filosófica. 

Mais de dois anos atrás publiquei neste blog uma postagem sobre duas empresas que vendem teses de doutorado. O site original de uma delas já sumiu. O outro continua. Dei a ambas o direito de resposta neste blog. O mesmo farei com o Descomplica. No momento em que esta postagem for publicada, encaminharei este link para o serviço Fale Conosco, do Descomplica. Se algum leitor deste blog quiser colaborar com mais críticas ao Descomplica, peço que o faça. Não tive paciência para acompanhar todos os vídeos. Há uma quantia absurda de insanidades nos poucos que vi. 

66 comentários:

  1. As aulas de filosofia que vi eram, em sua maioria, de dar dó. Se não cometiam erros conceituais, menosprezavam a própria filosofia, simplificando-a a algo exato que será cobrado numa prova: "fulano disse X e assim é o correto porque sim".
    Os vídeos das outras matérias são igualmente ruins, mas posso ver neles algo de benéfico, pois cumpre a sua proposta, mesmo que esta seja discutível: ajudam aqueles que querem passar no vestibular.

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    1. Patrick

      Realmente você apontou para a raiz do problema: vestibular!

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Aqui algumas iniciativas que gosto muito: https://www.youtube.com/user/PICOBMEP e http://matematica.obmep.org.br/
    Acredito que a maioria dos vídeos de matemática do YouTube são mais prejudicais do que benéficos.Aguardo ansiosa pela resposta do canal Descomplica a minha opinião é que vão ignorar.Queria ter a coragem de escrever um texto desses.Parabéns!
    Francyelle.

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    1. Francyelle

      De fato, são vídeos muito superiores esses que você recomenda. Mas ainda pecam pela falta de uma linguagem diferenciada, que pode ser proporcionada pelas novas tecnologias. Deveria haver uma distinção entre ensino a distância e aulas a distância.

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    2. ão posso falar com propriedade sobre as demais instituições de ensino Brasil afora, mas afirmo com toda a certeza: comparando às escolas que estudei, o "ensino" que eles fornecem, homogeneizando as discrepâncias, é, acentuadamente, melhor e mais eficiente. Me pergunto: você, em sua juventude, cursou o Ensino Médio em escola pública, particular ou militar? Se a resposta for alguma das duas últimas, salvo as exceções, está explicado sua postura frente a isso.
      O objetivo da escola, além de "vomitar" conteúdos nos alunos, é formar cidadãos críticas e conscientes. Em nenhum momento o site propõe tal papel.

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    3. Terceiro D

      Imagino que sua pergunta seja dirigida a mim. Fiz ensinos fundamental e médio em escola pública, entre 1972 e 1982. Minha postura sobre educação independe de onde estudei.

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  3. O problema não é ser on line. Se fosse presencial seria a mesma coisa. O problema é que os que ensinam, não ensinam, repetem! Assim sendo, tudo virou mecanizado. É necessário saber algo, pois é isto, agora é só repetir. O uso da busca pelo entendimento se acabou. Preciso de Enem ( e nem.. ficaria melhor), vestibular, passar nas provas, receber diploma ou certificado e, finalmente esquecer tudo que decorei. Estes são os professores de hoje em dia. Zumbis robotizados. existem ainda bons professores, mas são muito poucos para a quantidade de estudantes. Quem se deparar com um será abençoado!!!!!!

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    1. Zumbis robotizados! Esta foi realmente inspirada.

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  4. Prof. Adonai

    Estes "professores" (isso para não dizer que são boçais) acreditam que descomplicar para o aluno significa ensinarem sem ter cuidados com conceitos e com a linguagem, sendo que está ultima me refiro tanto no aspecto de uma postura profissional adequada, quanto do português mesmo.

    A impressão que dá é que os professores dos últimos vídeos possuem a idade mental dos adolescentes de hoje. Totalmente patéticos.

    Graça ao sr Prof Adonai, não consigo mais ler livros de matemática como antes. Às vezes quero estudar um assunto de um modo mais rápido, entretanto, hoje visualizo tantos erros e imprecisões nestes livros que demoro mais do que esperava. E sou imensamente grato ao sr por isso!

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    1. Hugo

      David Hilbert tinha a reputação de ser lento para compreender matemática. Mas o detalhe é que, quando ele entendia, aí sim compreendia melhor do que ninguém. Para fazer matemática não há necessidade de pressa. Os principais centros de matemática no Brasil têm preferência por aqueles que vencem na competição dos cem metros rasos. Mas existem também os matemáticos maratonistas. Aliás, este é um tema fascinante para postagem. Pensarei a respeito.

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    2. A medalha Fields é um destes incentivos aos matemáticos "velocistas".

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    3. Por falar no David Hilbert, Prof. Adonai, gostaria de saber o seguinte: há alguma fonte fidedigna que lastreie a afirmação de que ele padecia de discalculia? (Dúvida: o senhor recomenda esta tradução do "Fundamentos da Geometria" ? : https://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/881 )

      Sobre os vídeos: O busílis, no meu entender, encontra-se no modelo fracassado de ensino médio que temos hoje. Todos têm que estudar tudo, não importando se o sujeito tenha pendores literários ou almeje ser um futuro Einstein. É o triunfo do ensino "fast-food" — afinal, para que refletir profundamente sobre aquilo que se estuda? O importante mesmo é entrar na "facul" e conseguir o "canudo" (aquele pedaço de papel que diz que eu sei alguma coisa, mesmo que eu não saiba nada). Os deploráveis professores do site são fruto, em certa medida, direto da decrepitude das Licenciaturas ( e, por extensão, do ensino universitário brasileiro como um todo — é só olhar a situação das nossas estrebarias, digo, universidades: http://www.conjur.com.br/2015-jun-04/senso-incomum-mandaram-magnifico-reitor-calar-elese-calou ). Resultado disso? Ensinos fundamental e médio igualmente medíocres ( e não falo apenas das escolas públicas). É cada vez mais difícil para o aluno interessado sobreviver ao moedor de carne intelectual em que se transformou o sistema educacional brasileiro. Haja força de vontade e sorte... muita sorte para o desgraçado que busque algo que se assemelhe à educação de qualidade por estas plagas.

      Nota: Vocês já atentaram para a (baixíssima) qualidade dos livros didáticos em geral? Parece que, a cada década que passa, eles vão ficando piores! Não é à toa que nosso ensino vai de mal a pior. Pensando nisso, Prof. Adonai, o senhor não se habilitaria a escrever uma coleção de Matemática destinada aos ensinos fundamental e médio? Se essa ideia se concretizasse, não me furtaria a contribuir financeiramente com este auspicioso projeto.

      Saudações,

      Luiz

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    4. Krishnamurti

      Exatamente! Esta é uma forma de estímulo bastante limitada. Estou delineando um texto sobre o tema.

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    5. Luiz

      Não tenho informações concretas sobre uma eventual discalculia em Hilbert. Mas verificarei. Quanto à tradução da obra de Hilbert, que você menciona, eu também não conhecia. Você sabe dizer quem são os tradutores?

      Sobre a sua questão, ao final, já pensei sim em escrever livros para o ensino fundamental. Ainda admito esta possibilidade. Mas antes quero concluir meus vídeos, que devo disponibilizar em agosto. Grato pelo apoio.

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    6. Caro Prof. Adonai,

      Eu também não conheço a tradução, à qual fui apresentado por intermédio de buscas pessoais no google; por isso, eu pedi uma recomendação ao senhor. Só posso dizer que a organização da tradução portuguesa ficou a cargo de A.J. Franco de Oliveira (info sobre o organizador aqui: http://cfcul.fc.ul.pt/equipa/ajfoliveira.php ).

      Luiz

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    7. Assim como o Luiz, gostaria muito de ver livros de ensino fundamental e/ou médio escritos pelo prof. Adonai. Poxa, Adonai, faça o que tem de ser feito; faça algo a mais por este país! Ou melhor, pelas pessoas -- sim, existem várias -- que merecem e não têm a oportunidade de apreciar com gôsto e esforço a beleza da matemática e da filosofia...

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    8. Suspeito que livros escritos pelo Adonai não seriam acessíveis nem a 10% dos alunos...

      A melhor coleção que ainda é publicada já está muito além do que os alunos e professores "querem":

      https://drive.google.com/folderview?id=0B-okWGgurB88R3VSZWY3X1VYRmc&usp=sharing

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    9. Luiz

      Franco de Oliveira é um lógico de excepcional talento. Portanto...

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    10. Eduardo

      Estou levando em consideração esta sugestão. E Krishnamurti tem razão. A coleção de Gelson Iezzi é muito boa, mas pouco conhecida.

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    11. A coleção do Iezzi é cara e até onde sei, o MEC nunca a disponibilizou as escolas públicas pelo PNLD. Talvez por isso seja pouco conhecida.

      Sebastião

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    12. Adonai


      Concordo que mesmo a ótima coleção de Gelson Iezzi não é considerada acessível para a maioria dos alunos e professores deste país e em muito concordo também com o que o Krishnamurti disse.

      No entanto, veja o seguinte:

      se, baseado nesta triste realidade do ensino brasileiro, optar por não escrever as obras destinadas aos ensinos fundamental e médio, muito daquilo que vc tem para contribuir com a melhoria do ensino por aqui simplesmente irá se perder, pois toda esta carga valiosa morrerá contigo.

      É verdade que atualmente vivemos uma época em que o conhecimento e a cultura são pouco (ou nada) valorizados.

      Mas não quer dizer que em um futuro (próximo ou distante) a situação continuará a mesma.

      E se futuramente (mesmo que ainda longe de acontecer) os alunos acordarem e resolverem reagir, infelizmente não terão suporte técnico para isto, o que atrasaria ou impediria desnecessariamente um maior progresso deles.

      Por outro lado, caso opte por escrever excelentes obras, pode até ser que não repercuta tanto agora mas, se futuramente a sociedade brasileira cair em si, certamente terão um valioso material e suporte técnico para ajudar a superar as dificuldades que aparecerão e poderão progredir sem ter de enfrentar obstáculos desnecessários durante o processo de aprendizagem.

      Mesmo que, atualmente, as editoras não queiram avidamente publicar teu material, mas pelo menos estará escrito. Se se interessarem, futuramente, basta acessar o material e publicá-lo.

      É com esta ideia, por exemplo, que estou escrevendo um livro de química com uma proposta realmente diferenciada e que vai contra inclusive à sequência de conteúdos atualmente adotada pelas escolas brasileiras.

      Em função disso, estou ciente de que muito provavelmente minha obra não será bem aceita por aqui, visto que nosso povo é acomodado (alunos e professores). Mas é algo que quero deixar para a posteridade, caso a população caia em si e se dê conta do quanto foi perdido até então.

      Se um dia isto acontecer, as pessoas precisarão de obras diferenciadas e que resgatem aquilo que foi tristemente perdido. E esta é justamente a intenção de escrever uma obra diferenciada.

      Portanto, penso que deveria manter este plano em mente, de escrever livros para o ensino básico.

      Certamente existem motivos nobres e de alta relevância para isto, como apontei agora.......

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    13. Leandro

      Agradeço pelo apoio e garanto que tenho pensado a respeito da ideia. Com relação ao seu livro, peço que nos mantenha informados sobre o seu progresso. Seria um prazer divulgar seu trabalho neste blog.

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    14. O depoimento do Leandro é irretocável. Só me resta fazer coro com ele e rogar para que o senhor, Prof. Adonai, escreva obras voltadas ao ensino básico. Tenho convicção (assim como, acho eu, os outros admiradores do seu trabalho) de que os seus livros seriam um legado inestimável para a cultura brasileira. Torço (muito) para que o senhor se dedique a esse projeto (uma campanha de "crowdfunding" seria uma boa). O povo brasileiro (ao menos, parte dele) ser-lhe-á eternamente grato por isso.

      Luiz

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    15. Luiz

      Estou pensando na possibilidade de escrever material de ensino básico e disponibilizá-lo gratuitamente na internet. Tenho experiências muito ruins com editoras, tanto pequenas quanto grandes. Primeiro quero concluir os vídeos que estou produzindo. Em seguida pensarei com cuidado nesta proposta sua e de Leandro. Agradeço pelo apoio.

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    16. Por falar nos Fundamentos de Matemática Elementar, esse esquema dos tempos do Orkut deve ter mais de 10 anos, ainda não existia o vol. 11:

      www.facebook.com/photo.php?fbid=353435894712734&set=a.353435868046070.80167.100001389786667

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    17. Krishnamurti

      Ótima visão. Realmente o conhecimento se sustenta em uma rede.

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    18. Adonai e Krishnamurti

      Não sei se vocês conhecem, mas uma coleção interessante também é a "Noções de Matemática". Alguns volumes são consideramos por muitos até melhores que os FME.

      http://www.vestseller.com.br/detalhamento.asp?produto_id=134

      Agora só vale uma ressalva: estas coleções são excelentes para embasamento matemático, porém mostram quase nenhuma aplicação. Portanto para quem deseja problemas contextualizados, teria que procurar outros livros.

      Vocês conhecem alguma nesse sentido? Eu acho boa a coleção do Bongiovanni, Vissoto e Laureano "Matemática e Vida" de 1993. Encontra-se facilmente em sebos.

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    19. Este comentário foi removido pelo autor.

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    20. A do Aref sim, que deixou de ser editada há décadas e o Renato Brito prestou esse serviço a sociedade reeditando-a.

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    21. Hugo

      Não conheço o "Noções de Matemática". Lembro de já ter examinado a coleção de Bongiovanni, mas não recordo de detalhes.

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  5. Adonai, se possível, escreva um post sobre as palestras TED.

    Sebastião

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    1. Sebastião

      As poucas palestras TED que acompanhei em vídeo foram todas ótimas. Posso pensar a respeito de uma postagem. No entanto, neste momento não consigo imaginar como eu poderia contribuir em termos de análise.

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  6. Para mostrar o quanto este processo é deturpado.

    http://idgnow.com.br/internet/2015/06/12/site-de-educacao-descomplica-recebe-investimento-de-r-21-milhoes/

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    1. Realmente, eu não tinha ideia do tamanho do iceberg.

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    2. Pois é, talvez agora entendas meu pavio curtíssimo com certos seres que se autodenominam "professores"... entre outras coisas...

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    3. Entendo, Krishnamurti. Mas ainda acho que não se pode martelar sempre da mesma maneira. É preciso estratégia. Ainda procuro por uma que realmente funcione.

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    4. Vai lá dar aulas então Krishnarmuti!

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  7. Tenho o que procura.

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  8. Adonai,
    Qual foi a resposta do Descomplica ?
    "É fácil trocar as palavras,
    Difícil é interpretar os silêncios..."

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    1. Não houve resposta alguma até agora. Se houver, certamente publicarei aqui.

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  9. Um projeto importantíssimo que leva não só o conhecimento matemática mas também o pensar: Matemática Rio - prof. Rafael Procópio.
    Vale conferir. Abraço!

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  10. Veja o final deste vídeo: https://youtu.be/8Bi_3kcHCls?t=477

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    1. O que lhe despertou atenção no vídeo?

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  11. Apenas estou mostrando que existem canais com intenções diferentes do que fazer as pessoas passarem no vestibular e ganhar dinheiro.

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  12. Esse é o Adonai: Critica os vídeos do Descomplica e faz um vídeo de uma mulher se masturbando kkk

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    1. De fato, o cara no lugar de fazer uns vídeos educacionais pra gente seria bem melhor gostei da analogia das sacolas e conjuntos, mas o cara fica fazendo essas coisas abstratas aí que ninguém entende.

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    2. Pois é. Essas coisas abstratas incomodam. O que isso teria a ver com o texto sobre diálogos?

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    3. Não entendi o motivo da pergunta e sim, realmente me incomodou porque achei inútil. Coisas inúteis me incomodam principalmente vindo de alguém capaz de fazer coisas úteis. Já trabalhei com modelagem 3D sei o trabalho que dá para fazer um simples vídeo. Acredito que você poderia fazer muito mais no Paint ensinando conjuntos, funções, cálculo, geometria analítica, lógica etc e deixar a arte para os artistas. As pessoas que você critica na postagem não são matemáticos e físicos no sentido estrito do termo e por isso erram tanto, mas você é, e por isso acho que deveria fazer uns vídeos educacionais no lugar desses que está fazendo.

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    4. Bem, parece bastante óbvio que você não entendeu o motivo da pergunta. E confesso que não fico surpreso com a sua falta de percepção, dada a realidade vivida em nossas pobres terras. Igualmente não fico surpreso com a sua sugestão de que eu faça vídeos educativos sobre conjuntos, funções, cálculo e outros temas da matemática. Fiz alguns ensaios sobre isso em vídeos anteriores, mas não gostei do resultado. E isso se deve a um fato muito simples. Não vejo como um vídeo possa ser adequado para ensinar matemática.

      Já colaborei mais para o ensino e desenvolvimento de matemática do que a maioria dos profissionais de ensino deste país, na forma de artigos, livros, aulas, palestras, blogs, conversas pessoais, mensagens que respondo quase diariamente, consultorias, revisões de textos etc.. Faço isso há mais de três décadas. O que percebo que falta para os jovens de hoje não são vídeos e mais vídeos superficiais sobre matemática ou ciência em geral.

      Se você for honesto em seu alegado interesse por matemática, pegará um livro e o estudará. Foi o que eu fiz. Foi o que muitos fizeram e ainda fazem. Há muitas referências citadas neste blog. Se você não consegue apreciar o que se pretende nos vídeos que estamos desenvolvendo, faça como a maioria: concentre-se na visão fragmentada. Leia o texto sobre diálogos, publicado no mesmo site. Lá você tem acesso a um material que jamais encontrará em lugar algum. Há uma proposta séria, ainda em desenvolvimento, que da Costa, Bueno e eu ainda sonhamos em transformar em artigo científico. É uma meta que vem sendo seguida há alguns anos.

      Além disso, os vídeos que produzimos são o resultado de parcerias nem sempre creditadas.

      Enfim, escolhemos um caminho. E já sabíamos que pessoas como você e muitas outras se sentiriam incomodadas com este caminho que optamos. Isso porque certas categorias de seres humanos são demasiadamente previsíveis. É possível sim que estejamos errados. Mas, após dois anos de discussões sobre os próximos passos a serem dados, não há mais como evitar. Se não consegue apreciar com equilíbrio o que estamos fazendo, isso não impedirá a caravana de passar.

      E tente pensar no seguinte: quais seriam as suas reclamações se optássemos por simplesmente nada mais fazer? Não tenha dúvida de que esta possibilidade foi levada em conta nos últimos dois anos. Indivíduos que se sentem ofendidos por um vídeo, ignorando todo o restante do trabalho já realizado e ainda em andamento, não são exatamente pessoas estimulantes. Mas, para a nossa sorte, a variedade de perfis pessoais neste mundo é consideravelmente grande. E posso garantir uma coisa: este vídeo que tanto o perturbou é apenas o começo.

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    5. Bem, ad hominem interessante a começar falando q não tenho "percepção". Não entendi o motivo da pergunta pq n leio mentes. "Realidade vivida em nossas próprias terras"
      a começar n moro no Brasil segundo que os vídeos q sugeri n são para mim eu vim para o Brasil para fazer Doutorado no IMPA cujos vídeos na internet me ajudam muito apesar de preferir um diálogo a 2.
      Você não consegue ver como um vídeo possa ser adequado para ensinar matemática pq vc é um nada absoluto.
      "Já colaborei mais para o ensino e desenvolvimento de matemática do que a maioria dos profissionais de ensino deste país" kkkk para destruir a educação só se for.
      Sobre o paragrafo " Se você for honesto em [...] seguida há alguns anos. " kkk q tolinho leio muitos livros "apreciar os que estamos desenvolvendo" kkkkk não se trata de apreciar uma arte abstrata horrível como a sua, mas dela ser útil ou não. Você é q fico ofendidinho pq n tem talento artístico.
      Pior é se apoiar na costa de Newton e Bueno essa foi boa.
      "Enfim, escolhemos um caminho. E já sabíamos que pessoas como você e muitas outras se sentiriam incomodadas com este caminho que optamos" Pessoas como eu kkkkk nem me conhece. Agora interessante mesmo é você achar q me senti incomodado por algo no vídeo além de sua inutilidade. "certas categorias de seres humanos são demasiadamente previsíveis" rhueuehueeu morri, muito ad hominem em uma pessoa só.
      "Indivíduos que se sentem ofendidos por um vídeo" pqp não acredito q alguém nesse planeta possa ficar ofendido com aquele vídeo que bizarro.
      Se você quer continuar sendo um boçal de merda pra mim tanto faz amiguinho.
      "este vídeo que tanto o perturbou é apenas o começo." o vídeo não me perturbou nem um pouco além de ser inútil é realmente interessante a sua ridícula inferência em um anônimo. Na sua cabeça por algum motivo estranho as pessoas ficariam ofendidas com essa bizarrice inútil e daí você estaria esperando uma reação delas. Há uma grande diferença entre achar algo inútil e ficar ofendido com esse algo. A única coisa que me ofendeu até agora foi o seu comentário. E por isso digo q
      não vai ficar assim vou dedicar o resto da minha vida na minha vingança. Você vai cair.
      Uma curiosidade é que cada postagem sua é uma conjectura que demonstrei.
      LIXOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO. Pq você não mama no meu pau de 30cm? Ou vai chupar uma bucetinha bem raspadinha?
      #OlavoTemRazão.

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    6. Via de regra não permito a veiculação de comentários com vocabulário chulo. Mas este foi demasiadamente informativo para ser ignorado. E assim a curiosa aventura prossegue...

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    7. Nossa! Será que também vai rolar alguns textos num blog pra desmascarar o Adonai...

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    8. Krishnamurti

      Se demorar muito, talvez eu mesmo faça isso. Pouca gente sabe, mas o fato é que eu nasci em uma ilha remota chamada Caspiar, no Mar Cáspio. Ela afundou.

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  13. Caro Adonai,

    não gosto de entrar em brigas alheias que não trazem nada para a discussão tão necessária nos dias de hoje sobre o "Ensino de Exatas". Por favor, em nome dos demais leitores do seu blog, faça um filtro de modo a impedir que pseudo-bolsistas do IMPA ou instituições fantoches e correlações venham a denegrir o conteúdo de discussões interessantes aqui postadas. Alias, mantenha sua integridade intacta para o bem de seus leitores, ou seja, não entre em discussões que nada acrescentam. Por exemplo, por quê as pessoas não discutem a Reforma do Ensino Médio e seu impacto na sociedade combalida que nos encontramos? Belo tema, não.... E por aí vái...

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    1. Marcelo

      Concordo com a sugestão do filtro. Já há algum tempo este blog tem atraído a atenção de indivíduos um tanto exacerbados que jamais se identificam. Assim que eu postar esta resposta, excluirei a possibilidade de comentários anônimos por aqui.

      Com relação a integridade minha, lamento dizer, não é algo que me preocupa. Se algum leitor acreditar que a compreensão das discussões aqui promovidas depende de alguma imagem criada a meu respeito, então este leitor jamais será capaz de compreender coisa alguma. Ainda assim, agradeço pela sua preocupação com os leitores de Matemática e Sociedade.

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  14. Difícil imaginar que um cara destes seja bolsista no IMPA, a não ser que o IMPA tenha caído tanto de nível.

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    1. Caro João Luiz Faria...

      no geral as instituições públicas caíram de nível sim e já faz um tempo. Entretanto quero acreditar que o IMPA não se encaixa nesse caso, alias, torço com veemência. Impedir tal fato neste país é como declarar que os efeitos deleterios de um banho térmico (sociedade) preservam os efeitos quânticos de um sistema físico não-isolado (universidades públicas). Sabemos da física que a termalização ocorrerá de qualquer maneira e aí está o problema... Pensamentos mais aguçados já incluem tais instituições como elementos integrantes deste environment e neste caso, não há muito o que fazer.

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  15. Tem muito "pombo enxadrista" que se identifica e ofende os outros com falácias ad hominen e da autoridade. Esses vão ser barrados também?

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    1. Hugo

      Este tipo de discussão é um dos motivos para eu ter encerrado o M&S e ter iniciado o site Eclipse (em parceria com Bárbara Guerreira), no qual comentários jamais são moderados ou censurados em circunstância alguma. Se o novo projeto funcionar (e só o tempo dirá isso), será inaugurada uma página chamada Arena, na qual pessoas encontrarão um ambiente diferenciado para extravasar certas emoções a respeito de certos tópicos. Ainda é cedo para fazer isso, pois Eclipse está com poucas visualizações e ainda não conta com inscrição de membros. Mas estamos trabalhando nisso.

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    2. Ok professor, estou acompanhando o Eclipse. Repudio o comentário infeliz do anônimo acima. Só com o que li aqui aprendi mais matemática do que em minha universidade

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    3. Hugo

      A esta altura do campeonato, restaram pouquíssimas coisas (uma ou duas) que eu possa repudiar. De qualquer modo, agradeço pelo interesse no novo site.

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  16. Professor Adonai, muito obrigado por ter criado este blog. Aprendi muito com ele. Estou acompanhando o Eclipse e, com certeza, estou muito ansioso pelas postagens que lá serão publicadas.

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    1. Douglas

      Fico feliz que goste. Com relação ao Eclipse, ele está sendo construído em ritmo muito mais lento do que o Matemática e Sociedade. Isso porque o material a ser publicado demanda esforço muito maior e somos apenas duas pessoas. Esperamos publicar pelo menos algo em torno de uma ou duas postagens por mês. Por enquanto temos apenas quatro.

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